Lá vinha o bonde no sobe e desce ladeira
E o motorneiro parava a orquestra um minuto
Para me contar casos da campanha da Itália
E o tiro que ele não levou
Levei um susto imenso nas asas da Panair
Descobri que as coisas mudam
E que tudo é pequeno nas asas da Panair
E lá vai menino xingando padre e pedra
E lá vai menino lambendo podre delícia
E lá vai menino senhor de todo o fruto
Sem nenhum pecado sem pavor
O medo em minha vida nasceu muito depois descobri
Que a arma é o que a memória guarda
Dos tempos da Panair
Nada de triste existe que não se esqueça
Alguém insiste e fala ao coração
Tudo de triste existe e não se esquece
Alguém insiste e fere o coração
Nada de novo existe nesse planeta
Que não se fale aqui na mesa de bar
E aquela briga e aquela fome de bola
Aquele tango aquela dama da noite
Aquela mancha e a fala oculta
Que no fundo do quintal morreu
Morri a cada dia dos dias que vivi
Cerveja que tomo hoje é apenas em memória
Dos tempos da Panair
A primeira Coca-Cola foi me lembro bem agora
Nas asas da Panair
Em volte desta mesa velhos e moços
Lembrando o que já se foi
Em volta dessa mesa existem outras
Falando tão igual
Em volta dessas mesas existe a rua
Vivendo seu normal
Em volta dessa rua uma cidade
Sonhando seus metais
Em volta da cidade
Sveiki visi, Music.lt nariai, kviečiame prisidėti prie naujos svetainės versijos testavimo. Reikia akių, kurios galbūt pastebėtų kokių nors taisytinų detalių ar turėtų pastabų prieš paleidžiant naują versiją veikti. Jei kam įdomu, parašykite man
Ne tik, visos pasiūlytos dainos buvo melancholiškos. Išskyrus Sahjos. Nežinau ar Sahja yra siūlęs kada melancholišką dainą. Arba jei ji galėtų tokia būti, vis tiek skamba pakiliai.
Obtest? Po daug metų? Aš juos pernai Kilkim Žaibu mačiau ir net aprašiau kažkur čia music'e. Mane tas koncertas labiau dėl Juodvarnio domino, bet Juodvarnį mačiau prieš pusmetį gal, tai susilaikiau.